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Como criar um servidor no Minecraft: Java 26.3, Bedrock e LAN

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Caroline Dyuky
Última atualização: 5 out 2026 · 13 min de leitura
Como criar um servidor no Minecraft: Java 26.3, Bedrock e LAN
Temas:Aprender e produtividadeSegurança e privacidade

Última atualização: 5 de outubro de 2026.

No Minecraft: Java Edition 26.3, o servidor oficial é o arquivo server.jar, baixado de graça em minecraft.net/pt-br/download/server. Ele exige o Java 25 instalado no PC. Rode java -Xmx4G -Xms4G -jar server.jar nogui numa pasta vazia, troque eula=false por eula=true no arquivo eula.txt e rode de novo. Os amigos entram pelo seu IP na porta 25565. Na Bedrock, o programa é o Bedrock Dedicated Server (versão 1.26.52.3), para Windows 10 ou Ubuntu 22.04 em diante, na porta 19132. Sem PC ligado o tempo todo, a saída é o Realms, pago; para a turma da mesma casa, basta um mundo aberto em LAN.

Java ou Bedrock decide qual programa baixar

Lembra das tardes em que a turma toda se espremia em volta de um único computador, esperando a vez de jogar? Um servidor próprio resolve isso de outro jeito: cada um joga na sua máquina, e o mundo fica num lugar só. A primeira escolha, porém, não é de hardware. É de edição.

Servidor Java só recebe jogador Java. Servidor Bedrock só recebe jogador Bedrock. As duas edições não se misturam no software oficial da Mojang.

  • Java Edition: o servidor é um arquivo .jar que roda em Windows, macOS ou Linux, e quem entra joga no computador.
  • Bedrock Edition: o servidor é um pacote .zip para Windows ou Ubuntu, e quem entra pode estar no PC com Windows, no Xbox, no PlayStation, no celular ou no Nintendo Switch.

O pacote Minecraft: Java & Bedrock Edition for PC dá acesso às duas edições com uma única compra para Windows, e quem tem esse pacote pode montar qualquer um dos dois servidores. A pergunta certa é onde a turma joga. Quem joga no celular ou no console precisa de Bedrock. Quem está no PC com mods e plugins costuma ficar no Java.

Servidor Java com o server.jar, do download ao primeiro login

O servidor Java cabe num comando e em dois arquivos de texto que ele mesmo cria, o eula.txt e o server.properties. O resto é configuração fina, feita depois que o mundo já existe.

O que instalar primeiro

O Java 26.3 pede a versão 25 do Java, informação que está nos metadados da versão publicados pela Mojang. Uma opção gratuita é o Microsoft Build of OpenJDK 25, que tem instalador para Windows, macOS e Linux. Depois de instalar, abra o Prompt de Comando ou o Terminal e digite java -version. A resposta precisa começar com 25. No Windows, talvez seja preciso ajustar a variável de ambiente PATH para o comando ser reconhecido.

Primeira execução e o eula.txt

  • Crie uma pasta vazia só para o servidor.
  • Baixe o server.jar em minecraft.net e coloque-o nessa pasta.
  • Abra o terminal dentro da pasta.
  • Rode java -Xmx4G -Xms4G -jar server.jar nogui.
  • O servidor cria o eula.txt e o server.properties e fecha sozinho, com o aviso You need to agree to the EULA in order to run the server.
  • Leia o contrato no link que vem dentro do eula.txt.
  • Concordando, troque false por true na linha do eula e salve.
  • Rode o mesmo comando outra vez. O mundo é gerado e o console fica aberto.

O comando da página oficial reserva 4 GB de memória para o servidor: -Xmx4G é o teto, -Xms4G é o valor inicial. Sobra pouco num PC fraco de 8 GB que também vai abrir o jogo. Nesse caso, reduza os dois números, por exemplo para 2G. A palavra nogui esconde a janela gráfica do servidor. Sem ela, aparece um painel com jogadores e uso de memória.

Os ajustes que valem no server.properties

O server.properties é texto puro. Edite no Bloco de Notas com o servidor desligado e salve antes de iniciar de novo.

  • server-port: a porta, 25565 por padrão.
  • max-players: o limite de gente conectada ao mesmo tempo.
  • level-name: o nome da pasta do mundo.
  • level-seed: o número que define o terreno gerado.
  • white-list e enforce-whitelist: a lista de permitidos, explicada mais abaixo.
  • online-mode: mantenha em true.

Quer o mesmo mapa que a turma viu num vídeo da mesma versão do jogo? Cole a seed do Minecraft em level-seed antes da primeira geração.

Bedrock Dedicated Server no Windows ou no Ubuntu

Do lado Bedrock não há Java para instalar. O pacote já traz o executável pronto, e os requisitos publicados na página de download são estes:

  • Processador Intel Core i3 3210 ou AMD A8 7600 APU, ou equivalente.
  • 4 GB de RAM na tabela de requisitos; a FAQ da mesma página fala em pelo menos 1 GB para servidores pequenos.
  • De 180 MB a 1 GB livres no disco.
  • Windows 10 versão 10.0.15063 ou posterior, Windows Server 2016 ou posterior, ou Ubuntu 22.04 LTS ou posterior; a página avisa que outras versões não são compatíveis. O guia em inglês que vem dentro do .zip ainda fala em Ubuntu 18 e Windows 10 versão 1703, e aqui vale a exigência mais recente, a da página.

A instalação cabe em poucas linhas. Marque a caixa de concordância com o contrato e a política de privacidade, baixe a versão Windows ou Ubuntu e descompacte o .zip numa pasta vazia. No Windows, execute o bedrock_server.exe. No Ubuntu, o comando de início é LD_LIBRARY_PATH=. ./bedrock_server. A versão estável disponível em 5 de outubro de 2026 é a 1.26.52.3; existe também uma Preview, que serve para testar novidades e não para o mundo principal da turma.

O server.properties da Bedrock tem outra cara. A porta IPv4 é 19132 e a IPv6 é 19133. O limite padrão é de 10 jogadores. O mundo se chama Bedrock level até você mudar o level-name. E, no pacote atual, a chave allow-list já vem como true, ou seja, ninguém entra até ser adicionado.

Como os amigos entram no seu servidor

O endereço muda conforme a pessoa está dentro ou fora da sua casa. Na mesma rede, vale o IP local do computador que roda o servidor. Fora dela, vale o IP público, e aí entra a questão da porta, tratada mais adiante.

O IP local do PC, o número que o roteador entrega e que em geral tem o formato 192.168.x.x, aparece no Windows em Configurações > Rede e Internet > Wi-Fi (ou Ethernet), no campo Endereço IPv4.

No Java

Na tela inicial, o amigo clica em Multijogador e depois em Adicionar servidor. Em Endereço do servidor, ele digita o seu IP e confirma em Concluído. Para entrar uma vez só, sem salvar na lista, existe Conexão direta. Com versão diferente da do server.jar, o servidor recusa a entrada com o aviso Cliente incompatível!, seguido da versão que ele precisa usar.

Na Bedrock

O caminho passa pela aba Servidores, com a opção de adicionar um servidor. O campo se chama Endereço do Servidor, e a porta informada é 19132 se nada foi alterado. A Mojang lista quem pode se conectar ao servidor dedicado: PCs com Windows, consoles Xbox e PlayStation, celulares e Nintendo Switch e Switch 2, todos pelo mesmo IP e pela mesma porta.

Realms e mundo em LAN para quem não quer manter um PC ligado

Servidor próprio tem um custo escondido: a máquina precisa ficar ligada enquanto houver alguém jogando. Duas vias oficiais pulam essa parte, cada uma com um limite diferente.

O Realms roda nos servidores da Mojang, e os convidados entram no mundo mesmo quando o dono não está online. O tamanho vai de você + 2 jogadores no plano de entrada da Bedrock a você + 10 no Realms Plus e no Realms for Java. A assinatura do Minecraft Realms tem teste grátis de 30 dias para quem é elegível e, depois dele, renova sozinha até ser cancelada. Para jogar com quem mora longe, é a via mais segura, porque nada no seu roteador precisa mudar.

O mundo em LAN é o caminho de graça para quem está na mesma casa. No Java 26.3, o antigo botão de abrir em LAN deu lugar a Esc > Opções do mundo…, e a escolha de rede fica na seção Multijogador, junto da porta e do controle de acesso a comandos para quem entra no mundo. Na Bedrock, a chave é Visível para jogadores de LAN, na aba Multijogador das configurações do mundo. Quando o anfitrião sai do jogo, o mundo some da rede.

Quem entra e o que precisa ficar ligado em cada via

Via Quem consegue entrar O que precisa estar ligado
Java com server.jar Jogadores do Java Edition na mesma versão, pela porta 25565 (de fora de casa, só com a porta aberta no roteador) O PC com Java 25 e o servidor rodando
Bedrock Dedicated Server Jogadores Bedrock no Windows, Xbox, PlayStation, celular e Switch, pela porta 19132, desde que estejam na lista de permitidos O PC com Windows 10 ou Ubuntu 22.04 e o bedrock_server em execução
Realms Convidados do dono, de você + 2 a você + 10 ao mesmo tempo, conforme o plano Nada na sua casa; só a assinatura ativa
Mundo em LAN Quem está na mesma rede Wi-Fi ou cabeada O jogo do anfitrião aberto, com o mundo carregado

Lista de permitidos, operadores e backup

Confesso que sou chata com três coisas num servidor novo, e todas cabem em comandos digitados no console, sem a barra na frente.

Lista de permitidos

No Java, whitelist on liga a lista e whitelist add NomeDoAmigo libera cada jogador pelo nome do perfil. Também existem whitelist remove e whitelist list. Na Bedrock, a lista já nasce ativa no pacote 1.26.52.3, e o comando é allowlist add Gamertag. Gamertag com espaço vai entre aspas duplas.

Operadores

Operador pode tudo: mudar o modo de jogo, expulsar gente, parar o servidor. Use op SeuNome para você e pense duas vezes antes de dar o mesmo poder a mais alguém. Na Bedrock, o arquivo permissions.json separa três níveis, operator, member e visitor, e quem entra pela primeira vez recebe member por padrão.

Backup do mundo

No Java, rode save-all, espere a gravação terminar e então stop. Com o servidor parado, copie a pasta do mundo, a que tem o nome definido em level-name, para outro disco ou para a nuvem. Na Bedrock, stop também encerra com segurança. Para copiar com o servidor ainda rodando, existe a sequência save hold, save query e save resume: a primeira prepara a cópia, a segunda mostra quando os arquivos estão prontos e a terceira devolve o servidor ao normal.

Abrir porta no roteador: o que muda e qual o risco

Encaminhar uma porta faz o roteador entregar ao seu PC tudo o que chegar da internet naquele número: 25565 no Java, 19132 na Bedrock. É a etapa extra que a Mojang menciona para receber jogadores de fora da rede local.

O efeito colateral é direto. Qualquer pessoa que descobrir o seu IP público passa a enxergar aquele programa rodando no seu computador. Lista de permitidos ativa, servidor atualizado e IP compartilhado só no grupo fechado da turma reduzem o risco, mas não o zeram. Desligar o firewall ou o antivírus do Windows para o servidor funcionar está fora de cogitação, e o mesmo vale para colocar o PC na zona DMZ do roteador, que expõe todas as portas de uma vez.

Por isso a ordem que eu recomendo é outra. Turma na mesma casa: LAN ou servidor acessado pelo IP local, sem mexer no roteador. Turma espalhada pela cidade: Realms. Abrir a porta fica para quem entendeu o que está liberando e topa manter o servidor e o PC em dia. Primeiro a turma escolhe a via; a configuração vem depois, e bora nessa ordem.

Conta original para entrar e para hospedar

Servidor oficial não é atalho para jogar sem comprar o jogo. No Java, o online-mode ligado faz o servidor conferir a conta de cada jogador. Quem não passa nessa checagem recebe Falha ao verificar o nome de usuário!. Na Bedrock, os comentários do server.properties deixam claro que clientes conectando a servidores remotos, fora da LAN, sempre precisam de autenticação Xbox Live, seja qual for o valor dessa chave. Versões modificadas que prometem pular essa verificação, os chamados clientes cracked, ficam fora deste guia e não têm suporte da Mojang.

O primeiro desligamento do servidor

Guarde uma cópia da pasta do mundo e do server.properties no dia em que for desligar o servidor pela primeira vez. São esses dois arquivos que deixam você recriar tudo em outro computador, com a mesma seed, a mesma porta e a mesma lista de regras. A lista de permitidos e os operadores moram em arquivos .json da mesma pasta (whitelist.json e ops.json no Java, allowlist.json e permissions.json na Bedrock), e vale levá-los junto. Na próxima tarde de jogo, basta rodar o comando de sempre e mandar o IP para a turma.

Perguntas frequentes

Preciso pagar para ter um servidor de Minecraft?

Zero real pelo programa: a Mojang distribui o server.jar e o pacote Bedrock sem custo. A despesa que existe é outra. Cada jogador tem de possuir o próprio Minecraft, e a energia do computador anfitrião corre por sua conta. Só o Realms cobra mensalidade.

Quanta memória RAM um servidor de Minecraft usa?

Quatro gigabytes é o que o comando sugerido no site da Mojang separa para o Java, valor ajustável nos parâmetros Xmx e Xms. Para o Bedrock, a ficha de requisitos pede 4 GB, e as perguntas frequentes da página consideram 1 GB suficiente para mundos pequenos com pouca gente.

Amigo que joga no celular consegue entrar num servidor Java?

Celular roda a Bedrock, então ele precisa de um servidor Bedrock Dedicated Server ou de um Realm do Bedrock. O server.jar aceita apenas quem abre o Java Edition num computador com Windows, macOS ou Linux.

O mundo continua disponível quando eu desligo o computador?

Com servidor caseiro, desligou a máquina, acabou a partida para todos. Para manter o mapa acessível dia e noite sem deixar nada ligado, a alternativa da Mojang é o Realms, hospedado na nuvem dela.

Dá para entrar com Minecraft pirata num servidor próprio?

Autenticação é a barreira: a Bedrock exige login Xbox Live fora da LAN e o Java confere a conta quando online-mode está em true. Programas que prometem driblar essa etapa não contam com suporte da Mojang, e baixar executável de origem desconhecida é arriscar a segurança do próprio PC.

Fontes


Caroline Dyuky
Caroline Dyuky

Caroline Dyuky é especialista em hardware e games, com passagem por marcas como ASUS ROG, Cooler Master e Crucial, e hoje representa a AMD no Brasil. No Dicas Zone, escreve sobre placas de vídeo, periféricos, emuladores e os melhores jogos para PC — inclusive para configurações mais modestas. Apaixonada por tecnologia desde os 8 anos.

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