Última atualização: 7 de agosto de 2026.
Para o Linux de desktop — Ubuntu, Mint, Fedora, Debian, Arch e derivados — os navegadores que valem a instalação hoje são o Mozilla Firefox, o Google Chrome, o Brave, o Vivaldi, o Opera, o Microsoft Edge e o Tor Browser, com Chromium, GNOME Web, Falkon e Lynx para casos mais específicos. Porém, no Linux a pergunta que resolve o seu problema não é “qual é o melhor”, e sim de que formato você instala: repositório da distribuição, repositório do fabricante, Snap, Flatpak ou AppImage. Então, é isso que separamos para você, com a versão de cada um conferida na fonte oficial em 7 de agosto de 2026 e o comando exato por distribuição.
Essa é a parte que quase ninguém explica e que mais confunde quem vem do Windows: no Linux, o mesmo navegador chega até você por cinco caminhos, e cada um tem um dono e um jeito de atualizar. Portanto, antes de decidir entre Firefox e Chrome, decida por onde instalar.
| Formato | Quem empacota | Como atualiza | Indicado para |
|---|---|---|---|
Repositório da distro (apt, dnf, zypper) |
A equipe da distribuição | Junto com o sistema | Quem quer estabilidade e zero manutenção |
| Repositório oficial do fabricante | Mozilla, Google, Brave, Opera, Microsoft | Junto com o sistema, após adicionar o repositório | Quem quer a versão nova no lançamento |
| Snap | Canonical (snapcraft.io) | Sozinho, em segundo plano | Ubuntu, onde já vem configurado |
| Flatpak | Flathub | Com flatpak update |
O mesmo pacote em qualquer distro |
| AppImage | Quem publica o programa | Não atualiza: baixe outro arquivo | Testar sem instalar nada |
Assim, a regra prática: se o fabricante mantém repositório oficial, use-o. É o único caminho em que a versão instalada é a que o desenvolvedor lançou, com as correções de segurança chegando pelo mesmo apt upgrade de sempre. Aliás, se você ainda vai testar distribuições antes de escolher, vale aprender a criar um pendrive bootável no Linux: dá para experimentar o sistema inteiro, com navegador e tudo, sem tocar no disco.
Todos os dados vieram do site oficial de cada projeto, conferidos em 7 de agosto de 2026. Os onze são gratuitos.
| Navegador | Responsável | Preço no Brasil | Formatos oficiais para Linux | Versão verificada em 7/8/2026 |
|---|---|---|---|---|
| Mozilla Firefox | Mozilla | Grátis | Repositório .deb e .rpm da Mozilla, Flatpak, Snap e tarball (64 bits e ARM64) | 153.0.3, de 4/8/2026 (ESR 140.13.0, de 21/7/2026) |
| Google Chrome | Grátis | .deb e .rpm oficiais, que já configuram o repositório do Google | 151.0.7922.75, de 4/8/2026 | |
| Brave | Brave Software | Grátis | Repositórios .deb e .rpm próprios (amd64 e arm64) | 1.93.132, de 5/8/2026 |
| Vivaldi | Vivaldi Technologies | Grátis | .deb e .rpm, incluindo build ARM64 | 8.1 (4087.61), build de 29/7/2026 |
| Opera | Opera Norway | Grátis | .deb, .rpm, repositório próprio e Snap | 134 Stable, de 6/8/2026 |
| Microsoft Edge | Microsoft | Grátis | .deb e .rpm pelo repositório packages.microsoft.com | 151.0.4129.59, de 31/7/2026 |
| Tor Browser | The Tor Project | Grátis | Só o tarball .tar.xz oficial (x86_64 e i686) | 15.0.19, de 21/7/2026 |
| Chromium | Projeto Chromium | Grátis | Pacote da distro; no Ubuntu, é snap | Varia conforme a distro |
| GNOME Web | Projeto GNOME | Grátis | Flatpak e repositório da distro | 50.4, de 23/4/2026 |
| Falkon | KDE | Grátis | Flatpak e repositório da distro | 26.04.3, de 2/7/2026 |
| Lynx | Thomas E. Dickey | Grátis | Pacote lynx da distro |
2.9.3, de 27/5/2026 |
Mozilla Firefox e a confusão do snap no Ubuntu
O Firefox é o padrão da maior parte das distribuições e a escolha mais segura para quem não quer pensar no assunto. A versão atual é a 153.0.3, de 4 de agosto de 2026, com builds oficiais de 64 bits e ARM64.
Porém, aqui vem o detalhe que confunde meio mundo: no Ubuntu, instalar o Firefox pelo apt não instala um .deb de verdade. O pacote firefox do 22.04 e do 24.04 é descrito pela própria Canonical como “Transitional package – firefox -> firefox snap”; no 26.04 LTS, como um pacote que “instala o snap do Firefox e fornece alguma integração com o sistema”. Ou seja, você digita apt install firefox e o que entra é o snap.
Assim, para ter o .deb de verdade, use o repositório da Mozilla. Primeiro, crie a pasta das chaves e importe a chave de assinatura:
sudo install -d -m 0755 /etc/apt/keyrings
wget -q https://packages.mozilla.org/apt/repo-signing-key.gpg -O- | sudo tee /etc/apt/keyrings/packages.mozilla.org.asc > /dev/null
Depois, adicione o repositório (Debian Bookworm, Ubuntu Noble e anteriores):
echo "deb [signed-by=/etc/apt/keyrings/packages.mozilla.org.asc] https://packages.mozilla.org/apt mozilla main" | sudo tee -a /etc/apt/sources.list.d/mozilla.list > /dev/null
Então, dê prioridade aos pacotes da Mozilla — é este passo que impede o sistema de trocar o .deb pelo snap na atualização seguinte. Por fim, instale:
sudo tee /etc/apt/preferences.d/mozilla > /dev/null << EOF
Package: *
Pin: origin packages.mozilla.org
Pin-Priority: 1000
EOF
sudo apt-get update
sudo apt-get install firefox
No Fedora 41 ou superior:
sudo dnf config-manager addrepo --id=mozilla --set=baseurl=https://packages.mozilla.org/rpm/firefox --set=gpgkey=https://packages.mozilla.org/rpm/firefox/signing-key.gpg --set=gpgcheck=1 --set=repo_gpgcheck=0 --set=priority=10
sudo dnf makecache --refresh
sudo dnf install firefox
Duas observações. Se você vinha do snap ou do Flatpak, a Mozilla avisa que o perfil não é transferido sozinho: copie a pasta ou use o Sync antes. E, para instalações que não podem quebrar, existe a linha ESR, hoje na 140.13.0, de 21 de julho de 2026, com a 153 já anunciada como próxima: no mesmo repositório, troque firefox por firefox-esr.
Google Chrome: o .deb oficial e por que ele não é o Chromium
O Chrome para Linux está na 151.0.7922.75, de 4 de agosto de 2026. O Google distribui .deb para Debian e Ubuntu e .rpm para Fedora e openSUSE, e os dois já configuram sozinhos o repositório do Google, com a assinatura GPG da empresa: você instala uma vez e as atualizações passam a chegar pelo gerenciador de pacotes. Baixe e instale com o apt:
wget https://dl.google.com/linux/direct/google-chrome-stable_current_amd64.deb
sudo apt install ./google-chrome-stable_current_amd64.deb
Antes disso, confira os requisitos publicados pelo Google: Ubuntu 18.04+, Debian 10+, openSUSE 15.5+ ou Fedora 39+, sempre em 64 bits, com processador Intel Pentium 4 ou posterior compatível com SSE3. Dessa maneira fica claro que o Chrome oficial é só para máquinas Intel e AMD — se o seu equipamento é ARM, ele não serve.
E tem a diferença que quase toda lista brasileira ignora: Chrome não é Chromium. O Chromium é o projeto de código aberto; o Chrome é esse projeto compilado e distribuído pelo Google, com o que a documentação oficial lista como acréscimos — codecs H.264 e AAC, relatório de falhas, métricas de uso e as chaves de API dos serviços do Google. Portanto, quem instala o Chromium esperando um Chrome sem rastreamento pode topar com vídeos que não tocam, por falta de codec.
Brave: repositório próprio em um comando só
O Brave está na 1.93.132, de 5 de agosto de 2026, e é dos mais simples, porque a Brave Software publica um instalador de linha única no site oficial:
curl -fsS https://dl.brave.com/install.sh | sh
Porém, se prefere ver cada passo, o caminho manual no Debian, Ubuntu e Mint é este:
sudo apt install curl
sudo curl -fsSLo /usr/share/keyrings/brave-browser-archive-keyring.gpg https://brave-browser-apt-release.s3.brave.com/brave-browser-archive-keyring.gpg
sudo curl -fsSLo /etc/apt/sources.list.d/brave-browser-release.sources https://brave-browser-apt-release.s3.brave.com/brave-browser.sources
sudo apt update
sudo apt install brave-browser
No Fedora 41 ou superior:
sudo dnf install dnf-plugins-core
sudo dnf config-manager addrepo --from-repofile=https://brave-browser-rpm-release.s3.brave.com/brave-browser.repo
sudo dnf install brave-browser
A Brave publica em amd64 e arm64; há Snap e Flatpak, mas o site recomenda os repositórios nativos.
Vivaldi: o único da lista com build oficial para ARM64
O Vivaldi está na série 8.1 (build 4087.61, de 29 de julho de 2026) e tem algo que o separa dos outros: além do x86_64, publica pacotes ARM64 — o vivaldi-stable_*_arm64.deb e o .aarch64.rpm. Ou seja, se a sua máquina Linux é ARM ou um Raspberry Pi, é aqui que você acha um navegador completo e mantido. A instalação parte do arquivo baixado do site:
sudo apt-get -y install ./vivaldi*.deb
sudo dnf --nogpgcheck -y install ./vivaldi*.rpm
Então, o pacote configura sozinho o repositório de atualizações. Aliás, quem já experimentou rodar o Ubuntu pelo Samsung DeX conhece bem essa limitação: em hardware ARM, a lista de navegadores completos é curta.
Opera: .deb, .rpm e repositório automático
O Opera continua vivo e com ritmo apertado: a versão 134 Stable saiu em 6 de agosto de 2026. A Opera Norway oferece .deb (o padrão do site), .rpm e snap, com repositórios próprios em deb.opera.com e rpm.opera.com. A lógica é a do Chrome: a página oficial entrega o pacote, não comandos. Portanto, baixe e instale com sudo apt install ./opera-stable_*.deb ou sudo dnf install ./opera-stable_*.rpm. Como a própria Opera resume, instalar o pacote já deixa o repositório configurado para as atualizações seguintes.
Microsoft Edge: sim, ele existe no Linux
A Microsoft publica o Edge estável para Linux e mantém o ritmo: nos repositórios oficiais ele está na 151.0.4129.59, de 31 de julho de 2026. O caminho documentado pela empresa para Debian e Ubuntu é registrar o repositório e instalar:
source /etc/os-release
curl -sSL -O https://packages.microsoft.com/config/$ID/$VERSION_ID/packages-microsoft-prod.deb
sudo apt install ./packages-microsoft-prod.deb
sudo apt-get update
sudo apt-get install microsoft-edge-stable
Um aviso honesto: não existe build ARM64 do Edge para Linux. Todo o repositório oficial traz apenas pacotes amd64, ou seja, serve para PC e notebook comuns, não para placas ARM.
Tor Browser: privacidade, e só pelo arquivo oficial
O Tor Browser é o navegador de quem precisa de privacidade real: jornalistas, pesquisadores, quem acessa a internet de uma rede que registra tudo. Ele faz o tráfego passar por vários retransmissores, de modo que nenhum ponto do caminho sabe ao mesmo tempo quem você é e o que acessou. A versão estável é a 15.0.19, de 21 de julho de 2026, distribuída oficialmente só como tarball, em x86_64 e i686 — e o projeto avisa que o suporte a 32 bits acaba na 16.0. Não há ARM64 para desktop.
Primeiro, baixe o arquivo no site oficial e verifique a assinatura. Em seguida, extraia, execute o lançador e, por fim, registre o atalho no menu:
tar -xf tor-browser-linux-x86_64-15.0.19.tar.xz
./start-tor-browser.desktop
./start-tor-browser.desktop --register-app
Uma ressalva: o que existe no Flathub sob o nome do Tor é o Tor Browser Launcher, um lançador que baixa o navegador, e não o navegador empacotado pelo projeto. E os repositórios APT e RPM do Projeto Tor servem para o serviço tor, não para o navegador.
Chromium, GNOME Web e Falkon: o que já está nos repositórios
Se a ideia é usar só o que a distribuição oferece, três nomes merecem atenção. O Chromium é o navegador livre da base do Chrome; a documentação do projeto deixa claro que ele não fornece binários prontos ao usuário final e que “as distribuições podem fazer — e de fato fazem — as suas próprias modificações”. No Ubuntu, o pacote chromium-browser é, textualmente, um “Transitional package – chromium-browser -> chromium snap”: o comando real é sudo snap install chromium.
O GNOME Web (Epiphany) é o navegador do ambiente GNOME, na versão 50.4, de 23 de abril de 2026. O Falkon é o do KDE, na 26.04.3, de 2 de julho de 2026, com lançamentos mensais no KDE Gear. Os dois são mantidos ativamente e não trazem serviços de terceiros:
flatpak install flathub org.gnome.Epiphany
flatpak install flathub org.kde.falkon
Ou pelos repositórios: sudo apt install epiphany-browser e sudo apt install falkon no Debian e Ubuntu; sudo dnf install epiphany e sudo dnf install falkon no Fedora.
O Lynx merece honestidade: é um navegador de terminal, só texto, sem imagens, sem JavaScript, sem layout. Não é recomendação geral — ninguém deve trocar o Firefox por ele no dia a dia. Mas é a ferramenta certa em três casos: servidores sem ambiente gráfico, para checar uma página pelo SSH; acessibilidade, com leitores de tela; e conexões muito lentas, quando carregar só o texto faz diferença. E, ao contrário do que se repete por aí, o projeto não morreu: a versão 2.9.3 é de 27 de maio de 2026, mantida por Thomas E. Dickey, com uma 2.9.3a de desenvolvimento de 31 de maio de 2026. Instalar é trivial:
sudo apt install lynx
sudo dnf install lynx
Qual deles instalar no seu caso
Fechando por perfil de uso, sem rankings de leveza que ninguém comprova:
- Instalar e esquecer: Firefox pelo repositório da Mozilla, ou pelo pacote da distro se o snap não incomodar.
- Depende de serviços do Google: Chrome pelo .deb ou .rpm oficial.
- Quer base Chromium sem os serviços do Google: Brave, ou o Chromium da sua distro.
- Equipamento ARM ou Raspberry Pi: Vivaldi ou Firefox, que publicam build ARM64.
- Precisa de privacidade forte: Tor Browser, baixado no site oficial.
- Usa GNOME ou KDE: GNOME Web ou Falkon, pelo Flatpak.
- Administra servidor sem interface gráfica: Lynx.
Aliás, se a sensação é de que o navegador está pesado, o problema muitas vezes não é ele: antes de trocar, dá para recuperar o desempenho do computador. E, para o panorama completo em todas as plataformas, temos um guia dos melhores navegadores de internet — inclusive as opções de navegador para quem também usa um Mac.
Instalar o Firefox pelo apt no Ubuntu instala mesmo o snap?
Sim. No Ubuntu 22.04 e 24.04, a Canonical descreve o pacote firefox como um pacote de transição que instala o snap do Firefox; no 26.04 LTS, como algo que “instala o snap do Firefox e fornece alguma integração com o sistema”. Para ter um .deb de verdade, adicione o repositório da Mozilla em packages.mozilla.org/apt e configure a prioridade (Pin-Priority 1000), para o sistema não trocar o pacote pelo snap depois.
Qual é a diferença entre o Google Chrome e o Chromium?
O Chromium é o projeto de código aberto; o Google Chrome é esse mesmo projeto compilado e distribuído pelo Google. Segundo a documentação oficial do Chromium, o Chrome acrescenta os codecs H.264 e AAC, o relatório de falhas, as métricas de uso e as chaves de API dos serviços do Google — por isso alguns vídeos podem não tocar no Chromium. Além disso, o projeto não distribui binários para o usuário final: cada distribuição compila a sua versão, com as suas modificações.
Existe, mas a lista encolhe. O Vivaldi publica pacotes ARM64 oficiais, .deb e .aarch64.rpm; a Mozilla oferece build ARM64 do Firefox; a Brave também publica arm64. Já o Google Chrome não tem versão ARM para desktop — os requisitos oficiais pedem processador Intel ou AMD compatível com SSE3 — e o Edge para Linux só sai em amd64. O Tor Browser só é distribuído em x86_64 e i686.
O Lynx ainda é mantido?
Sim. O Lynx, navegador de terminal que exibe apenas texto, teve a versão 2.9.3 lançada em 27 de maio de 2026, mantida por Thomas E. Dickey, e há uma 2.9.3a de desenvolvimento de 31 de maio de 2026. Ele segue nos repositórios de Debian, Ubuntu e Fedora sob o nome lynx. Ainda assim, não substitui um navegador gráfico: serve para servidores sem interface, acessibilidade e conexões muito limitadas.
Fontes
- Mozilla Support — Install Firefox on Linux
- Mozilla — Notas de versão do Firefox para desktop
- Ubuntu — Descrição do pacote firefox
- Google — Linux Software Repositories
- Google — Requisitos e configuração do Chrome no Linux
- Google — Chrome Releases
- Brave — Instalação no Linux
- Vivaldi — Download
- Opera — Download
- Microsoft — Repositórios de pacotes para Linux
- The Tor Project — Download do Tor Browser
- Lynx — Site oficial do projeto
- The Chromium Projects
- GNOME — Web (Epiphany)
- KDE — Falkon
- Flathub
- Snapcraft